sábado, 25 de março de 2017
Crítica ao croqui de Leonardo Kou
O que mais chama atenção nesse croqui de aresta da área externa é a forma como são feitas as sombras, isso deixa o desenho bem realista e auxilia na noção de profundidade. Os traços são bem definidos e precisos, ora mais claros e finos, ora mais escuros e grossos o que ajuda a destacar o sombreamento, apesar das linhas que delimitam o edifício estarem muito claras, o que gera certa confusão. Percebe-se que o objetivo, alcançado com êxito, é fazer uma representação fidedigna da realidade, por isso, a expressividade não é uma característica marcante. A perspectiva foi trabalhada com sucesso e o desenho está bem equilibrado. O ponto fraco do croqui é a posição onde o desenhista se encontra que limita a representação a uma área pequena e dificulta o reconhecimento do espaço que ele escolheu representar.
segunda-feira, 20 de março de 2017
domingo, 19 de março de 2017
Diferença entre roupa e arquitetura
Qual a diferença entre roupa e arquitetura?
A relação entre esses dois elementos é um pouco mais complexa que a simples diferença ou semelhança. Por um lado são conceitos indiscutivelmente diferentes do ponto de vista concreto, entretanto se forem avaliados por ângulos mais abstratos observa-se que ambos foram criados com objetivos parecidos que se modificaram ao longo dos anos e atualmente possuem uma função muito mais social. Inicialmente a necessidade de se proteger do meio externo obrigou o ser humano a construir ferramentas com essa função como as roupas e a arquitetura. Com o passar das das décadas, esses conceitos se tornaram muito mais amplos. Na contemporaneidade, as roupas representam um estilo, caracterizam uma personalidade, fazem parte de uma uma gama de preferências e gostos de cada pessoa. As tendências, muitas vezes lançadas pelos estilistas, devem existir não para ditar uma forma de se vestir e sim para dar mais opções para quem já possui um determinado estilo ou para incluir quem, até então, não se identificava. O mesmo acontece com a arquitetura, cada indivíduo possui uma personalidade arquitetônica, compatível ou não com a tendência vigente, e cabe ao arquiteto dar forma à construção de maneira que a pessoa se identifique. Portanto é mais fácil determinar a diferença entre estilista e arquiteto, já que o primeiro, normalmente, executa seu trabalho anteriormente e o segundo posteriormente à preferência individual. Por isso, é plausível a ideia de que não há diferença essencial entre os dois elementos.
A relação entre esses dois elementos é um pouco mais complexa que a simples diferença ou semelhança. Por um lado são conceitos indiscutivelmente diferentes do ponto de vista concreto, entretanto se forem avaliados por ângulos mais abstratos observa-se que ambos foram criados com objetivos parecidos que se modificaram ao longo dos anos e atualmente possuem uma função muito mais social. Inicialmente a necessidade de se proteger do meio externo obrigou o ser humano a construir ferramentas com essa função como as roupas e a arquitetura. Com o passar das das décadas, esses conceitos se tornaram muito mais amplos. Na contemporaneidade, as roupas representam um estilo, caracterizam uma personalidade, fazem parte de uma uma gama de preferências e gostos de cada pessoa. As tendências, muitas vezes lançadas pelos estilistas, devem existir não para ditar uma forma de se vestir e sim para dar mais opções para quem já possui um determinado estilo ou para incluir quem, até então, não se identificava. O mesmo acontece com a arquitetura, cada indivíduo possui uma personalidade arquitetônica, compatível ou não com a tendência vigente, e cabe ao arquiteto dar forma à construção de maneira que a pessoa se identifique. Portanto é mais fácil determinar a diferença entre estilista e arquiteto, já que o primeiro, normalmente, executa seu trabalho anteriormente e o segundo posteriormente à preferência individual. Por isso, é plausível a ideia de que não há diferença essencial entre os dois elementos.
Animação Cultural
No texto "Animação cultural" de Vilém Flusser, uma das ideias mais marcantes é a de que objetos criados pela humanidade possuem consciência e poder de discussão, já que são apresentados argumentos para justificar a "Revolução objetiva". Essa personificação é feita de tal maneira que a discussão proposta pela "mesa redonda" ganha um caráter muito humanizado, em vista que os argumentos utilizados são plausíveis. Isso é outra ideia que chama atenção porque, apesar de ser cientificamente impossível objetos apresentarem consciência própria, as ideias e justificativas da revolução são coerentes pois sem a capacidade de criar e construir objetos a humanidade seria, provavelmente, apenas mais uma espécie de animais que habitam a terra.
Em contraposição, é possível analisarmos o texto não como uma personificação dos objetos e sim como uma objetificação do ser humano. A sociedade contemporânea apresenta aspectos sociais cada vez mais individualistas, não há uma consciência de união, por isso, as pessoas são tratadas como objetos, vistas como variáveis que podem auxiliar ou não o indivíduo a alcançar seu objetivo. Portanto a humanidade passa por um processo de auto-objetificação.
Outro aspecto da sociedade atual que contribui para a transformação simbólica de pessoas em objetos é o consumismo exacerbado e a alienação promovida, principalmente, pelos produtos de massa. O desejo de consumo e de posse, constantemente incentivado, ultrapassou o senso de sobrevivência e de necessidade, a qualidade de vida passou a ser vinculada à quantidade de objetos/bens e não ao bem estar pessoal ou ao cuidado com o ser humano em si. Os objetos se tronaram mais importantes que as pessoas que se encontram ao redor, dentro do nosso ciclo de convivência. Essa crítica presente no texto nos faz questionar se a "Revolução objetiva" é realmente uma ficção ou se estamos caminhando para uma realidade na qual os objetos são humanos e os humanos são objetos.
Em contraposição, é possível analisarmos o texto não como uma personificação dos objetos e sim como uma objetificação do ser humano. A sociedade contemporânea apresenta aspectos sociais cada vez mais individualistas, não há uma consciência de união, por isso, as pessoas são tratadas como objetos, vistas como variáveis que podem auxiliar ou não o indivíduo a alcançar seu objetivo. Portanto a humanidade passa por um processo de auto-objetificação.
Outro aspecto da sociedade atual que contribui para a transformação simbólica de pessoas em objetos é o consumismo exacerbado e a alienação promovida, principalmente, pelos produtos de massa. O desejo de consumo e de posse, constantemente incentivado, ultrapassou o senso de sobrevivência e de necessidade, a qualidade de vida passou a ser vinculada à quantidade de objetos/bens e não ao bem estar pessoal ou ao cuidado com o ser humano em si. Os objetos se tronaram mais importantes que as pessoas que se encontram ao redor, dentro do nosso ciclo de convivência. Essa crítica presente no texto nos faz questionar se a "Revolução objetiva" é realmente uma ficção ou se estamos caminhando para uma realidade na qual os objetos são humanos e os humanos são objetos.
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